a boca cheia
de lua
t ar de
ar de
ch eia
azul
Sexta-feira, Junho 01, 2012
Segunda-feira, Maio 28, 2012
A Dor
a dor arranha assanha
assa corta a palavra
aflita marcada nos pés.
a dor apanha a alma
na rua vazia.
assa corta a palavra
aflita marcada nos pés.
a dor apanha a alma
na rua vazia.
Segunda-feira, Maio 14, 2012
fadas de Pano
As fadas de pano,
tem nos lábios a alegria
de um mundo imaginário.
No espaço, no tempo,
guardam memórias
e estéticas coladas
na linha da vida.
Giram, esperneiam,
movimentam as horas
dos relógios antigos.
Multiplicam-se nas cores
dos vestidos de tule,
navegam os mares
onde nascem os dias.
Ensaiam passos e cantigas
nos porões mofados do tempo.
São fiéis aos olhos
que guardam poemas.
Atravessam os dias,
os ventos soprados
na boca das almas,
nas águas dos rios,
na alvura das redes
onde pescam amores.
Sábado, Março 03, 2012
Ensaio um Poema
Ensaio um poema
onde as águas de março
levam longe a poeira
das ruas.
Os versos não guardam
o ódio dos homens.
Com fitas azuis,
belas mulheres
bordam o mar.
Carrega o vento,
as cores do chão.
Traçam promessas
feitas em vão.
Falam as roupas
num tempo de missas
rezadas no muro.
Pessoas apressadas
assobiam no escuro.
Lambem as pernas,
pedras lavradas,
ossos molhados
e duros.
Ensaio um poema
de óculos escuros.
Cortadas na chuva,
renascem as árvores
num solo impuro.
onde as águas de março
levam longe a poeira
das ruas.
Os versos não guardam
o ódio dos homens.
Com fitas azuis,
belas mulheres
bordam o mar.
Carrega o vento,
as cores do chão.
Traçam promessas
feitas em vão.
Falam as roupas
num tempo de missas
rezadas no muro.
Pessoas apressadas
assobiam no escuro.
Lambem as pernas,
pedras lavradas,
ossos molhados
e duros.
Ensaio um poema
de óculos escuros.
Cortadas na chuva,
renascem as árvores
num solo impuro.
Sexta-feira, Maio 06, 2011
Abril 30°
Abril 30º
.~.
Poemas bordam os céus,
Flores adornam vestidos.
No asfalto, nuvens deslizam;
agasalham os corpos expostos nas ruas,
misturam-se à poeira grudada nas janelas.
O tempo, senhor absoluto,
transborda lembranças
nas horas de amar.
Ventos levam pecados
escritos atrás dos muros,
almas perdidas acordam
na cidade vazia.
Poetas soltam azuis,
escrevem/descrevem
as formas das pedras
que ouvem as súplicas
carregadas de medo.
Soam as palavras.
Alucinadas,estalam
entre os lábios.
Desvairado, abril passa,
Colhe nas sombras das casas,
canções guardadas
numa tarde 30°.
.~.
Poemas bordam os céus,
Flores adornam vestidos.
No asfalto, nuvens deslizam;
agasalham os corpos expostos nas ruas,
misturam-se à poeira grudada nas janelas.
O tempo, senhor absoluto,
transborda lembranças
nas horas de amar.
Ventos levam pecados
escritos atrás dos muros,
almas perdidas acordam
na cidade vazia.
Poetas soltam azuis,
escrevem/descrevem
as formas das pedras
que ouvem as súplicas
carregadas de medo.
Soam as palavras.
Alucinadas,estalam
entre os lábios.
Desvairado, abril passa,
Colhe nas sombras das casas,
canções guardadas
numa tarde 30°.
Segunda-feira, Março 21, 2011
Os dedos
Cortaram
os dedos
de Deus.
Sopraram
a poeira
num poema
de espuma
sol
to no ar.
Lamberam
os dedos
moídos
no ar.
Ressuscitados
voltam os poetas
náufragos do mar.
os dedos
de Deus.
Sopraram
a poeira
num poema
de espuma
sol
to no ar.
Lamberam
os dedos
moídos
no ar.
Ressuscitados
voltam os poetas
náufragos do mar.
Sexta-feira, Novembro 26, 2010
Indagações
Seria ridículo se Jesus Cristo
usasse gravata e sapatos da Gucci.
Quantos homens oram em ternos bem cortados?
Quantos homens oram em sandálias de pano?
Quantas mulheres guardam nas bolsa
raros terços de pérolas raras?
Quantos homens oram mergulhados nos olhos de Nossa Senhora?
Quantas mulheres lavam as sujeiras dos pés dos mestres?
Quantos gays aplaudem as formas perfeitas do corpo de São Sebastião?
Ó, Senhor! Ensina-nos a viver astuas palavras e a vivenciar boas ações.
usasse gravata e sapatos da Gucci.
Quantos homens oram em ternos bem cortados?
Quantos homens oram em sandálias de pano?
Quantas mulheres guardam nas bolsa
raros terços de pérolas raras?
Quantos homens oram mergulhados nos olhos de Nossa Senhora?
Quantas mulheres lavam as sujeiras dos pés dos mestres?
Quantos gays aplaudem as formas perfeitas do corpo de São Sebastião?
Ó, Senhor! Ensina-nos a viver astuas palavras e a vivenciar boas ações.
Assinar:
Postagens (Atom)